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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O fim do Horário Nobre

É cada vez mais complexo a tarefa de elaborar um plano de mídia, ainda que os índices maiores de audiência continuem no período noturno já não há mais espaço para as “mídias da mãe” (aquelas que até sua mãe pode bolar uma programação) como diz alguns autores do tema.

Acontece que passamos por uma mudança social na qual chegar em casa sempre no mesmo horário, jantar,sentar a frente da TV e assistir o jornal e a novela há muito já não são prioridades nas agendas. Sendo que as informações sobre o que acontece no mundo e o desenrolar das dramaturgias e realities shows estão pulverizadas em sistema transmídia, permitindo o acompanhamento em meios variáveis cada um em seu tempo, não mais condensado em uma única faixa horária e em único local.

Alguns fatores cotidianos contribuíram com a “queda” do horário nobre tanto em audiência quanto na atenção a tradicional forma de consumo, destacando alguns:

- Os horários de expediente estão cada vez mais elásticos, (através de terceirizações, excluindo as relações patrão – empregado);

- As estruturas de tráfego urbanas aproximam-se do nível de saturação não dando vazão ao fluxo nos horários de pico (estes, por sua vez, cada vez maiores também);

- As opções de canais fechados e pacotes de internet banda larga estão cada vez mais acessíveis a novos níveis econômicos. Migrando audiência às novas opções de entretenimento, zapping e divisão de atenção.

Dentre outras situações, é percebido que a massa não deixa de consumir mídia, mas é necessária uma sensibilidade maior para perceber aonde destinar as forças do anunciante para a comunicação ser efetiva.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Feedback

Acredito que a parte mais gratificante de qualquer trabalho é o resultado final refletido no retorno que nos norteia para o próximo passo. Na comunicação mercadológica não é diferente, a grande preciosidade se encontra na resposta do público demonstrando satisfação e fidelidade à marca.
Mas quero refletir sobre a preocupação que os pequenos anunciantes e até os maiores também, dão às ferramentas de retorno que possibilitam diálogo entre marca e consumidor (comunicação Two way).
Ferramentas interativas Online ou terminais no ponto de vendas, por exemplo, são relativamente baratas e que possibilitam a proximidade entre as partes interessadas nas negociações e auxiliam aos departamentos mais atentos a identificarem novas maneiras de atender demandas e acompanhar o comportamento de seu prospect, inclusive de conhecer maneiras mais eficazes de se comunicar com ele.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Mídias de baixo custo e alto retorno

Mídias de baixo custo e alto retorno
(Tema sugerido por Marcelo Pinheiro -pastadomarcelo.blogspot.com )

A comunicação atual foca resultados, através dos meios de massa ou não. Para ser efetiva, a comunicação deve apresentar novidades, seja na forma ou no conteúdo obrigando o profissional a ser criativo e perspicaz para solucionar problemas com recursos limitados.
Evidentemente, as peças devem ser criativas e funcionais acima de tudo, mas a discussão a ser levantada é sobre a utilização de criatividade e inovação na mídia. Será que vale a pena arriscar ações sem precedentes? Por parte dos departamentos de mídia sim, mas poucos são os clientes dispostos a tal desbravamento. Em aula com Claudio Barres, ele afirmou que de praxe sugere até 10% de verba nos planos de mídia a serem usados de maneira não-convencional.
Acompanho algumas discussões sobre a utilização de mídias alternativas. De um lado as metrópoles alegam que com o ritmo de vida agitado não é possível dar valor às novas ações de comunicação das variações de sampling e intervenções. De outro, mercados menores de cotidiano mais pacato que se queixam da ausência de clientes que aprovem tais medidas. (http://brainstorm9.com.br/tv/2008/10/07/63-para-os-novos-profissionais/)

Acredito que é bem sutil a utilização e retorno de mídias de baixo custo, mas que devem ser utilizadas com inteligência e bom senso com oportunidade de sucesso nas ações com público-alvo sedento por novidades ainda que seja possível fazer uma programação de rádio (massa) de abrangência total no estado e forte audiência com um baixo custo de investimento.
Para contrariar os que defendem que a utilização de comunicação alternativa depende do tamanho do mercado, segue uma que flagrei em um restaurante popular em Itabaiana que achei inteligente e funcional:

Diz: “Tudo bem! Antes, durante e depois”. Trata-se de um adesivo incentivando a consulta ao urologista colado na parede do mictório com o custo irrelevante, mas oportuno.

Lembro que toda postagem aqui está também em http://com.limao.com.br/wikisite/temtambem/index.cfm

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Menos é Mais

Nas aulas de criação da faculdade, uma das primeiras lições que aprendemos é “more is less (less is more)” – algo como “menos é mais”. Devemos enxugar as informações na criação seja no texto hierarquizando atributos e benefícios ou na concepção visual das peças para não poluir ou deixá-las difusas.
Porém este é um ensinamento que deve romper as barreiras do raciocínio de criação, transcendendo à mídia na quantidade reduzida de meios que permite a utilização mais proveitosa dos mesmos otimizando a freqüência e flight. Ampliando ainda mais a utilidade desse ensinamento, observamos novas ordens de consumo que põem em discussão as necessidades e os desejos e seus impactos. Há uma crescente preocupação com o esgotamento de recursos que impulsiona a postura de maior conhecimento acerca do processo fabril dos produtos e seus insumos gerados, caso haja maior interesse sobre o assunto veja em http://www.akatu.org.br/.
Menos tempo a perder com atendimento e burocracia, menos clutter*, menos desperdícios (inclusive de dinheiro) são soluções que devem ser encontradas para retomar equilíbrio do consumidor em meio a um estilo de vida cada vez mais frenético, as vezes sufocante despertando uma nova busca social que foge à padrões yuppies, revendo valores e conseqüentemente sua maneira de consumir seja os alimentos (vejamos a difusão Vegan), Transporte através de novas filosofias como o cicloativismo (http://blogciclourbano.blogspot.com/) e até mesmo de moradias que optam pela simplicidade e menos desperdícios, mas sem abrir mão da qualidade.
Sob a óptica de mídia, é possível identificar a força que vem tomando os editoriais alternativos como, por exemplo, a revista “vida simples” de riqueza em conteúdo que aborda melhoria da qualidade de vida com medidas acessíveis que aperfeiçoam a convivência coletiva e equilíbrio individual. Mas não se engane acreditando que por optarem por uma vida light o potencial de consumo é reduzido. Muito pelo contrário, tais editoriais têm penetração no público bem instruído e das classes A e B, sem contar que tem baixíssimo custo de veiculação.

· Clutter é o nome dado para o excesso de informações, seja ela publicitária ou não, de forma que se torna impossível o processamento das mesmas.


Lembro que todas as postagens aqui também estão em http://com.limao.com.br/wikisite/temtambem/index.cfm#

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sem Calhau

É verdade que a mídia exterior em Aracaju em relação a outdoor apresenta poucas opções de roteiro, sendo fácil identificar boas placas que são bastante disputadas a cada bi-semana. Mas o período que o varejo passa é de recessão em que as marcas deveriam respirar fundo e investir na comunicação e se mostrar presente vemos as revendedoras de automóveis tirando o pé do acelerador, hipermercadistas tímidos e construtoras se resguardando.

Na contra mão dessa situação, a luz para as agências que não querem diminuir seus ritmos vem da educação. Sim, mais uma vez a educação é a solução dos problemas! Não me refiro à formação dos profissionais, mas da sazonalidade das matrículas e demais produtos e serviços relacionados aos estudos.

Cabe às agências buscarem atender e executar as campanhas de maneiras inovadoras e conseqüentemente eficaz, trabalhando com clientes que compram bem nas primeiras bi-semanas seja para divulgar lista de aprovados, equipe de professores, diferenciais de estrutura, cursos dos mais diversos idiomas, lojas de material escolar ou a proliferação de faculdades e pós-graduações. Enfim, uma série de possibilidades de comunicação a ser feita com qualidade, vide a campanha de matrícula e aprovações da rede estadual e dos cursos de inglês e espanhol do yazigi que se destaca a qualidade das peças dentro de um segmento voraz em momento de recuo.

Aviso que o conteúdo desse blog também é atualizado no http://com.limao.com.br/wikisite/temtambem/index.cfm

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Revistas Virtuais

Inovação e redução significativa de custos são características de editoriais antenados que enxergam possibilidades de produzirem conteúdos informativos, independentes e dinâmicos. É o caso de alguns sites como o www.revistaparafina.com.br , www.ideafixa.com e www.salavip.inf.br , cada um com seu perfil e afinidade ***. Mas sem dúvidas com a percepção da quebra de limites de tiragem e circulação deixando este conceito obsoleto.

Como conseqüência, veículos tradicionalmente impressos optam também por migrar pro digital oferecendo edições online e conteúdos exclusivos que convertem meios, tornando oportunos a anunciantes firmarem suas marcas através do link direto de suas páginas.

Em uma bateria curta de perguntas Rodrigo F. de Oliveira, editor da revista parafina afirmou que a utilização do meio Online possui uma série de vantagens que vão desde a possibilidade de visualização e difusão viral do veículo destacando a acessibilidade à informação até a conscientização ecológica de não utilização de papel. Rodrigo falou também da implementação de assinatura RSS na revista parafina, acreditando em um impulso aos acessos nas edições da revista virtual do litoral baiano que recebe uma média de 5.000 visitas/edição incluindo acessos inesperados da França, Portugal, Inglaterra, Austrália, EUA, Chile, Venezuela, Argentina e outros lugares provando a quebra de limites que seriam impostos em uma publicação impressa.



***Afinidade é o termo técnico de mídia que mensura/avalia a penetração do editorial junto a uma segmentação do público (na relação entre target e a população geral)

Acessem também o conteúdo no http://com.limao.com.br/wikisite/temtambem